Suspeito da morte da adolescente Nayra de 14 anos é preso

Suspeito da morte da adolescente  Nayra de 14 anos  é preso
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Na tarde desta Quinta-Feira (06), um homem de 51 anos, apontado como o autor do crime de Nayra Gatti, de 14 anos, se apresentou na Delegacia de Eunápolis.

O suspeito estava acompanhado se seu advogado.

Na última Quarta-Feira(05), o judiciário Unificado do Tribunal de Justiça Da Bahia (TJBA) decretou a prisão temporária do acusado.

No dia 10 de Dezembro o corpo de Nayara foi  encontrado com sinais de violência sexual.

Investigação da Polícia, pode apontar o envolvimento de outro homem na morte de Nayara, Renan de Almeida Oliveira de 51 anos que se enforcou em Itabela logo após a polícia apontar  seu nome no crime.

Foi encaminhado pelo Departamento de Polícia Técnica  (DPT) de Salvador, para laboratório, o material genético de Renan.

Antes de se enforcar, Renan revelou em áudios colhidos pela polícia, nomes de duas pessoas que supostamente estariam ligadas ao crime da adolescente. Em mensagem, Renan informou que o crime teria sido  praticado por Neves e Alves, (apelidos), e que viu Neves ao lado da adolescente cheirando pó, e que o corpo de Nayra foi encontrado ao lado do local onde o acusado estava trabalhando.

Nos áudios comprometedor, Renan afirma com veemência que o crime foi praticado por Neves.

 

Após as informações chegarem a Polícia Militar de Caraíva, Neves foi localizado e levado pelos policias civis até a Delegacia Regional de Eunápolis.

Após ser ouvido, o Departamento de Polícia Técnica, colheu o material genético de Neves, e em seguida liberado.

Porém, no final da tarde, o Ministério Público decretou a prisão temporária de Neves por 30 dias.

 

O CASO

A jovem Nayra Gatti, de 14 anos, ficou desaparecida por cerca de dois dias após sumir durante um blecaute causado pelas fortes chuvas que assolaram o litoral Sul da Bahia.

O pai de Nayra, Sebastian Gatti, foi ao mercado junto da adolescente e sua outra filha. A jovem sumiu e ele acreditou que ela teria voltado para casa. Entretanto, quando voltou para sua residência, ela não estava lá.

“Ela sumiu e eu pensei que ela tinha ido para casa. Quando voltamos para casa, estávamos sem luz, porque estava um temporal grande. Ela [Nayra] não estava e nós pensamos que ela estava na casa de uma família amiga. Com a chuva e a falta de luz, não poderíamos fazer buscas e decidimos esperar pela manhã, com a expectativa de que ela estava nessa casa da família amiga”, conta o pai da adolescente Nayra Gatti, Sebastian Ricardo Gatti.

Gatti foi à casa da família assim que a chuva deu uma pausa. Depois, foi a uma ONG onde Nayra fazia acompanhamento psicológico no local e os profissionais o ajudaram nas buscas. O corpo da adolescente foi encontrado em um mangue a 150 metros da Igreja de Caraíva.